quarta-feira, 21 de outubro de 2009

ATLÉTICO MINEIRO - O TIMÃO DE MINAS GERAIS

Corinthians e Atlético Mineiro já decidiram um título brasileiro - o de 1999 e, na ocasião, deu Timão. Entretanto, nos últimos anos as relações entre as duas diretorias têm sido a melhor possível. Prova disso é que, atualmente, nada menos do que cinco jogadores que integram o elenco do time mineiro já vestiram a camisa do clube de São Paulo - os laterais Coelho e Wellington Saci; o volante Carlos Alberto; o atacante Marques; e o meia Ricardinho que, inclusive, defendia o Corinthians na conquista de 1999. E certamente os ex-corinthianos irão fazer de tudo para desbancar os rivais do alvinegro paulista - Palmeiras e São Paulo - na briga pelo título.

Motivo mais do que suficiente, além do uniforme preto e branco, para a fiel torcida entoar o hino atleticano na reta final do Brasileirão - já que seu time não tem mais chances de levantar a taça. E, se recordar é viver, dá gosto de ver o craque Ricardinho jogar! Mesmo com seus 33 anos e ainda meio forma de forma, o meia dá tranquilidade e comanda o time, além de infernizar a torcida adversária com passes precisos, senso de colocação e rapidez de raciocínio. Sem dúvidas, uma bela contratação!

Ironicamente, Galo e Timão se encontrarão pela última rodada do campeonato - Mano, que cogita em dar férias antecipadas a seus comandados, provavelmente escalará um time reserva. Por isso, é bom os demais candidatos ao título tentarem decidir a competição antes da rodada final; afinal, o jogo no Mineirão tem todos os ingredientes para se tornar uma grande festa entre os alvinegros.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
jdmorbidelli@estadao.com.br

terça-feira, 20 de outubro de 2009

RANKING DOS CAMPEÕES BRASILEIROS

Duas competições de clubes fazem parte do calendário anual da CBF – a Copa do Brasil, disputada no sistema mata-mata; e o Brasileirão, que desde 2003 vem sendo disputado por pontos corridos. Vencer qualquer um desses campeonatos tem sido o principal objetivo dos times brasileiros, e a importância das conquistas se traduz nos próprios números: estádios e cofres cheios, premiações, maiores cotas de patrocínios e a possibilidade de disputa de torneios internacionais.

Campeonato de tiro mais curto, a Copa do Brasil – criada em 1989 e que teve o Grêmio como primeiro campeão – , logo se tornou a coqueluche do primeiro semestre. Emocionante e sempre com estádios lotados, a competição também já teve equipes de menor expressão levantando a taça, como Criciúma, Juventude, Santo André e Paulista. Já, o Brasileirão teve o Atlético Mineiro como primeiro campeão, em 1971, e hoje é o principal campeonato de clubes do país; contudo, sem a mesma emoção da Copa do Brasil, justamente pela forma de disputa.

Considerando, portanto, as duas principais competições, segue abaixo o ranking dos maiores campeões do futebol brasileiro – sem considerar a Taça Brasil – torneio disputado entre os anos de 1959 a 1968 entre os campeões estaduais –, que tem o Santos como o grande vencedor – time da Baixada faturou o caneco por seis vezes.

1º Corinthians e Flamengo.....7 conquistas
3º Grêmio e São Paulo.....6 conquistas
5º Cruzeiro e Palmeiras.....5 conquistas
7º Internacional e Vasco.....4 conquistas
9º Fluminense, Santos e Sport.....2 conquistas

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
jdmorbidelli@estadao.com.br

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

DERROTA NOS GRAMADOS, DERROTA NAS PISTAS

O capitão William e o lateral Balbuena devem estar procurando os atacantes Arce e Wilson – aliás, dois jogadores que já passaram pelo Corinthians – até agora. Foram eles quem deram números à merecida vitória do Sport, na Ilha do Retiro. Com esse resultado, o time pernambucano deu uma respirada e ainda alimenta as chances de escapar da degola, enquanto que o alvinegro paulista despencou na tabela e corre o risco até de ficar de fora da Copa Sul-Americana.

Horas antes da partida em Recife, o país inteiro estava de olho em Rubens Barrichello, que disputava a penúltima prova do ano em Interlagos. Contudo, a oitava colocação do brasileiro aliada à quarta posição de seu companheiro de equipe Jenson Button, deu o título ao inglês. Decepção em dose dupla para os corinthianos, já que Barrichello é torcedor declarado do Timão e tem desfilado a camisa preta e branca pelos autódromos do mundo.

Resta a Rubinho pensar na próxima temporada, se bem que ele ainda briga pelo vice-campeonato – ele correrá pela Williams em 2010. Por sua vez, os jogos do Corinthians – que há muito já pensa na Libertadores – têm sido um ótimo remédio para quem quer tirar um bom cochilo nos domingos à tarde. Como não é o meu caso, ainda bem que em outro canal o Flamengo dava show contra o Palmeiras – lá sim, dava para ficar com os olhos bem abertos.


José Donizetti Morbidelli
Jornalista
jdmorbidelli@estadao.com.br

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

DE VOLTA AO CALDEIRÃO DA ILHA DO RETIRO

Nenhum torcedor corinthiano gosta de lembrar da última vez que o time jogou na Ilha do Retiro – foi pela final da Copa do Brasil de 2008. Depois de uma boa vitória na partida de ida em São Paulo, Mano Menezes e seus comandados praticamente davam como certa a conquista, mas o que o "vidente" Carlinhos Bala – que hoje defende o Náutico – previu, acabou acontecendo. Com dois gols assinalados ainda no primeiro tempo, o Leão da Ilha prorrogou por mais um ano a espera corinthiana pelo tricampeonato.

Agora, no entanto, a situação é bem diferente. Enquanto o Timão já tem vaga assegurada para a Libertadores 2010, o Sport briga, rodada a rodada, para fugir da zona de rebaixamento. Esse é apenas mais um dos ingredientes que prometem fazer do jogo uma verdadeira batalha. Se pelo lado dos corinthianos, todo mundo evita tocar no assunto, é evidente que sempre fica aquele gostinho de ravanche – a torcida do Náutico e do Santa Cruz engrossam o coro dos alvinegros para afundar ainda mais o rival, que ruma a passos largos à segundona.

Excelente teste para o novo time de Mano que começa a se desenhar, já pensando na temporada 2010. Apesar dos mais experientes estarem acostumados a jogar sob pressão, alguns que se integraram ao grupo esse ano – como Jucilei, Edno e o próprio Defederico – precisam começar, desde já, a entrar no clima. E a temperatura quente da Ilha do Retiro será bem parecida com o calor dos gramados sul-americanos que o time encontrará no próximo ano.
José Donizetti Morbidelli
Jornalista
jdmorbidelli@estadao.com.br

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O HOMEM DOS 50 MILHÕES

O ano de 2009 tem sido de fartura financeira para o Corinthians – grandes bilheterias, campanhas inovadoras de marketing, programas para sócio-torcedores, patrocínios milionários –, e sem dúvidas um dos grandes responsáveis por toda essa grana têm sido o craque Ronaldo que, além de belos gols, tem dado uma de lobista e marqueteiro para o alvinegro paulista.

A imagem do craque – tão explorada pela Rede Globo para aumentar seus índices de audiência– tem chamado também, e muito, a atenção do empresário Sílvio Santos. Tanto que o lendário apresentador parece mesmo disposto a abrir seu baú para levar o Fenômemo para o SBT. Verdade ou não, cogita-se nos bastidores que ele tenha oferecido cerca de 50 milhões para que o craque se torne garoto propaganda de suas empresas.

E as especulações não param por aí. Como o contrato entre a Batavo e o Corinthians se encerra no final do ano, é bem provável que o mandatário esteja disposto a comprar o espaço mais nobre da camisa alvinegra, justamente no ano do centenário do clube – o Banco Panamericano, que faz parte do grupo SS, já ocupa uma parte das costas.

Se isso realmente acontecer, seria muito divertido assistir aos jogos do Timão pela Rede Globo com o logo do SBT. Engraçado para o público, porque quem vai rir mesmo – e de orelha a orelha – serão o atacante e a diretoria corinthiana, com os cofres ainda mais abarrotados. É esperar para ver.


José Donizetti Morbidelli

Jornalista

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

JOGO PARA SAIR FAÍSCA

Pior do que Brasil x Venezuela, com a seleção brasileira já classificada para a Copa 2010, são aquelas partidas arranjadas pela CBF e patrocinador para arrecadar dinheiro. A grande opção essa semana para os que acompanham futebol é sem dúvidas Uruguai x Argentina, partida decisiva que carimbará o passaporte de um dos dois para a África do Sul.

Vai ser duro para os visitantes arrancarem, no mínimo, um empate no lotado e lendário Estádio Centenário, em Montevidéo. Para os uruguaios, basta uma vitória simples – também vai ser duro furar a retranca argentina, motivada depois da dramática partida contra o Peru em Buenos Aires.

Imperdível, um dos maiores clássicos do futebol sul-americano. E nessas circunstâncias então, um jogo para sair faísca e entrar para a memória dos torcedores – seja qual for o resultado.
Lamentável mesmo é apenas uma pequena parte da população brasileira – que dispõe de TV paga – possa acompanhar o jogo. A grande maioria terá que se contentar com o "amistoso" da seleção canarinho. E o que é pior: no horário da novela das sete.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
jdmorbidelli@estadao.com.br

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A ARGENTINA ESTÁ MUITO VIVA!

Que moral tem a seleção peruana de reclamar pela não marcação de impedimento no gol que deu a vitória à Argentina pelas eliminatórias, e que assim ainda manteve os hermanos com chances de classificação para a Copa 2010? Só para informar os mais novos e refrescar a memória dos mais velhos, a imagem dos peruanos está arranhada desde 1978, quando o time entregou o jogo e a vaga à final para a mesma Argentina – isso não há tempo que possa apagar.

Mas alguém pode dizer: "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa" – aliás, parafraseando o jargão de um nobre jornalista. Embora tenha faltado futebol, a Argentina foi valente – como é inerente á própria raça –, e o gol, impedido ou não, foi mais do que merecido.

Os brasileiros podem até torcer contra, mas bem lá no fundo todos querem a seleção de Lionel Messi e companhia classificada. Assim como não dá para imaginar um campeonato mundial sem o Brasil, também não teria graça uma competição sem a participação de uma Argentina, uma Itália, uma Alemanha...

Longe de Maradona ser um grande treinador, mas aquele mergulho sobre o gramado encharcado do Monumental de Nuñes valeu até mais do que o gol de Palermo. Ali ele mostrou que o time pode decolar; a parada é duríssima mas a esperança é grande. Detalhe: nas eliminatórias para a Copa do México em 2006, a Argentina também sofreu para se classificar – inclusive, contra o Peru –, e a final dessa história todo mundo está cansado de saber.


José Donizetti Morbidelli

Jornalista