terça-feira, 9 de março de 2010

A CBF divulgou essa semana a tabela do Campeonato Brasileiro 2010, que se estende desde 8 de maio até 5 de dezembro - durante a Copa do Mundo não haverá jogos. Na busca pelo pentacampeonato, o Timão estreia no dia 6 contra o Atlético Paranaense, no Pacaembu.

Algumas curiosidades podem ser observadas na edição desse ano da mais importante competição de clubes do país. Uma delas é que o Corinthians terá o maior número de jogos transmitidos ao vivo pela TV aberta; só na primeira fase serão 10, seguidos do Flamengo com 8, e Vasco e São Paulo com 6 jogos cada. Isso não chega a ser novidade para ninguém; afinal, é uma tendência que ocorre ano após ano por exigência da emissora que detém os direitos de transmissão. O Campeonato marca também o retorno, para inveja dos pontepretanos, do Guarani, campeão de 78 - portanto, esse ano não haverá dérbi em Campinas.

Mas a principal curiosidade pode ser vista como um sinal positivo, pelo menos para os corinthianos. No último título conquistado pelo time de Parque São Jorge, o jogo decisivo aconteceu contra o Goiás, em Goiânia. E adivinhem contra quem e onde será o confronto final desse ano?

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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segunda-feira, 8 de março de 2010

CORINTHIANS E SÃO PAULO DE VOLTA AO G4

Com as vitórias sobre São Caetano e Ponte Preta, Corinthians e São Paulo, respectivamente, voltaram a figurar entre os quatro melhores times do Paulistão 2010. Se a primeira fase terminasse hoje, os confrontos das semifinais seriam Santos x Corinthians e Santo André x São Paulo, com vantagem para os dois primeiros.

Mas ainda restam seis rodadas e muita coisa pode mudar até o dia 7 de abril - data da última rodada. Praticamente classificados, o Santos, que arrancou um suado empate com a Lusa nos últimos minutos - dessa vez, sem nenhuma gracinha de Neymar -, e o Santo André, que mais uma vez provou porque é um dos melhores da competição ao golear o Botafogo, esperam pela definição das últimas duas vagas. Corinthians e São Paulo são, obviamente, os favoritos, mas nessa briga ainda sobra espaço para Botafogo, São Caetano, Portuguesa, enfim... Quanto ao Palmeiras, embora ainda restem esperanças, o melhor é começar a se concentrar na Copa do Brasil.

Depois de uma apresentação pífia no meio de semana, o Corinthians, sem seus principais jogadores, apresentou uma melhora bem significativa. Ainda não foi do jeito que a torcida e o treinador esperam, mas os três pontos deram ao grupo uma certa tranquilidade, pelo menos até o próximo confronto. Daí sim, o Timão terá uma verdadeira pedreira pela frente: o Ramalhão, que vem de sete vitórias consecutivas. Teste melhor impossível, principalmente depois de um jogo importante pela Libertadores que acontece no meio da semana.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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sexta-feira, 5 de março de 2010

NO AUTOMOBILISMO NÃO SE JOGA PARA TRÁS, E MUITO MENOS LENTAMENTE

Pela terceira temporada consecutiva, sob o comendo de Antonio Pizzonia o Timão encara a Fórmula Superleague, esporte que mistura automobilismo com futebol, já que os carros levam a escuderia dos principais clubes do mundo - a primeira etapa acontece nos dias 3 e 4 de abril em Silverstone (Inglaterra). Na Stock Car, o Corinthians - primeiro time de futebol a ter uma equipe na principal competição do automobilismo nacional - terá como representante o piloto Ricardo Zonta. Já, para os corinthianos que gostam daqueles caminhões enormes e invocados, a dica é acompanhar a Fórmula Truck, e o incumbido de pilotar a máquina alvinegra é o piloto Roberval Andrade, especialista na categoria.

Pelo menos, nas pistas o ano promete, e muito... Além de trazer mais verbas para o clube, por meio de seu departamento de marketing, a expectativa é que essa iniciativa inovadora também possa atrair mais público para os autódromos.

Se dentro de campo o Corinthians anda meio devagar, seria até bom, em dias de folga, que os jogadores também dessem uma espiadinha; quem sabe assim não teriam uma motivação extra para acelerar o jogo nos gramados. Além do mais, nas pistas não tem como jogar para trás, e essa é mais uma lição para se aprender nesse início de temporada.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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quinta-feira, 4 de março de 2010

CORINTHIANS A 20 POR HORA

A cada jogo do Corinthians, inevitáveis têm sido as comparações com a time do ano passado, campeão invicto do Paulistão e com sobras da Copa do Brasil. Em 2010, a equipe de Mano Menezes ainda não encontrou seu jogo; futebol lento, sem objetividade, burocrático; e o que é pior, sem resultados convincentes. Estranho; afinal não houve assim tantas mudanças no grupo considerado titular. Saiu o volante Cristian, e vieram Ralf e Marcelo Mattos; para a posição de André Santos, foi repatriado o lateral Roberto Carlos; e em vez de Douglas, agora o treinador conta com Tcheco, Danilo, Defederico, enfim... Por que, então, a postura do time mudou tanto?

Antes o Corinthians jogava num 4-3-3 bem definido, com uma zaga consistente; com Jorge Henrique e Dentinho cobrindo as laterais e saindo em velocidade para o ataque; e com o meia Douglas alimentando o atacante Ronaldo. Com a entrada de Tcheco - que até tem jogado bem -, o jogo do Timão se tornou mais cadenciado. E mais, com a recuperação de Danilo, a tendência é do treinador abrir mão de um atacante e, com isso, tornar a equipe ainda mais defensiva.

Contra o Botafogo - no dia em que o Fenômeno comemorou um ano de sua reestréia - essa nova característica ficou ainda mais evidente. Inevitáveis também foram algumas vaias vindas das arquibancadas - olha que fazia tempo que isso não acontecia. O torcedor está preocupado com a sequência da equipe, principalmente na Libertadores. E com toda razão!

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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quarta-feira, 3 de março de 2010

REFORMAS PODERIAM DEIXAR A FAZENDINHA COMO O VICENTE CALDERON

Muitas foram as mensagens que recebi após a publicação do artigo A Fazendinha Poderia Ser o Alçapão Corinthiano, em novembro do ano passado. Uma, especificamente, me chamou muito a atenção: na mensagem, um corinthiano que mora na Europa fez uma comparação entre o estádio Vicente Calderon - pertencente ao Atlético de Madrid - e o Parque São Jorge, virtualmente reformado e com capacidade ampliada.

Acontece que ambos apresentam uma característica em comum bastante interessante: localizam-se às margens de um rio - o Manzanares e o Tietê, respectivamente. A grande diferença, no entanto, está na engenharia que envolve as obras. Enquanto que em São Paulo, a Marginal Tietê é tratada como uma via intocável como se fosse até tombada pelo patrimônio histórico, em Madrid, um lado das arquibancadas do Vicente Calderon foi construído exatamente sobre a avenida, formando uma espécie de túnel para circulação de veículos e saída de torcedores.

Numa cidade onde tanta coisa se copiou ao longo dos anos - só para citar alguns exemplos, o prédio do Banespa, no Centro, é uma réplica do Empire States; a recuperação de um rio de Seul (Coréia do Sul) foi apresentada como exemplo a ser seguido pelo famigerado Tietê -, por que então não usar a mesma ideia dos madrilhenhos para ampliar a Fazendinha, em vez do Corinthians assumir o Pacaembu em regime de concessão ou maquinar projetos para novos e suntuosos estádios que nunca saem do papel?

Possibilidades há; o que talvez falte seja um pouco mais de vontade e bom senso por parte dos órgãos públicos e outros envolvidos. Certamente, com uma arena nos moldes do Vicente Calderon, qualquer corinthiano ficaria extremamente satisfeito, sem falar que a região se tornaria muito mais bonita e valorizada.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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terça-feira, 2 de março de 2010

COLDPLAY - SHOW NO MORUMBI, CORAÇÃO NO PARQUE SÃO JORGE

Por ocasião de sua vida ao país em maio do ano passado, o ator australiano Hugh "Wolverine" Jackman fez questão de fazer uma visita ao Corinthians, declarando-se desde então, mais um alvinegro convicto. Agora foi a vez da banda de rock Coldplay, que se apresenta essa semana no Morumbi, seguir o mesmo exemplo. Devidamente vestidos com o uniforme corinthiano, os músicos bateram uma bolinha com os jogadores, comprovando que, devidamente são melhores no palco do que nos gramados.

Nos últimos meses o Cícero Pompeu de Toledo tem sido utilizado mais como arena para shows do que, propriamente, como estádio de futebol. Bem faz o São Paulo, que desde o ano passado não conta mais com seu principal arrendatário e que, precisa, de alguma forma, produzir receitas. Teoricamente - repito, apenas teoricamente - bem que os roqueiros poderiam ter visitado o CT da Barra Funda, quartel-general do dono do Morumbi. Mas não! Eles escolheram o Parque São Jorge, porque ali estava Ronaldo e o time mais badalado do futebol brasileiro atualmente; ou até mesmo o mais internacional - isso sem ao menos ter passaporte, como os adversários fazem questão de frisar.

Pela visita, além de fotos, abraços e juras de fidelidade ao Timão, os ingleses receberam uma camisa personalizada com o número 100 - alusivo ao centenário do clube – e a inscrição: "Coldplay – Viva La Vida". Só falta agora eles a usarem durante o show na casa do adversário, atitude que, certamente, deixaria muitos tricolores com o nariz retorcido.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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segunda-feira, 1 de março de 2010

CLÁSSICO DOS GOLS BONITOS REPLETO DE VILÕES E HERÓIS

Historicamente, jogar na Vila Belmiro sempre foi difícil, seja qualquer equipe do futebol brasileiro. O Santos sabe, como ninguém, fazer valer o mando de campo; ainda mais quando vem bem entrosado, comandado por um treinador que desponta como um dos melhores do país, e uma molecada pra lá de irreverente - mas boa de bola.

Não é nenhuma surpresa que o Corinthians iria penar para trazer um bom resultado para o Parque São Jorge, e as amostras do sofrimento começaram logo no início com um pênalti assinalado - e que realmente aconteceu - por Jorge Henrique de Carvalho. Em tarde inspirada como nos melhores momentos de sua jovem carreira, lá estava Felipe fechando o gol alvinegro e enchendo a fiel de esperança de que aquela poderia ser uma jornada corinthiana. Mas eis que surge o "endiabrado" Neymar - endiabrado no bom sentido, pois o garoto é evangélico -, que se redime do pênalti perdido e abre o placar para os anfitriões. Até que a história do clássico poderia ser contada de outra maneira se minutos antes o chute de Dentinho, num contorcionismo genial, não tivesse parado nas mãos do arqueiro santista. Seria mais um gol de placa no clássico dos gols bonitos- quem não se lembra de Marcelinho Carioca, que mereceu até placa de Pelé; ou então, mais recentemente, de Ronaldo.

Não fossem as expulsões do lateral Moacir - merecida - e de Roberto Carlos - um equívoco lamentável da arbitragem -, o Timão poderia ter tido uma melhor sorte na partida. Por outro lado, o Peixe, com dois a mais em campo, perdeu a chance de, se não devolver, pelo menos chegar perto do "eterno 7x1", como a massa alvinegra sempre faz questão de provocar.

Parabéns ao Santos que, com futebol moleque e eficiente, dessa vez levou a melhor. E por que também parabenizar ao Corinthians, pela superação no segundo tempo; repito, segundo tempo! Depois de mais uma página virada, é muito provável que até o final do campeonato os rivais se encontrem novamente; daí a história tem tudo para fazer novos vilões e novos heróis.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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