segunda-feira, 12 de abril de 2010

MARCO POLO DEL NERO VAI TER QUE “INCENDIAR” O PAULISTÃO

Embora muitos, nos quais eu também me incluo, defendam a atual fórmula de disputa do Paulistão - com semifinais e finais -, em termos de público a edição desse ano tem sido um verdadeiro fiasco. Com exceção à participação dos “chamados” grandes, os jogos envolvendo os times do interior tiveram os estádios praticamente vazios. Além disso, a Federação Paulista de Futebol parece ter perdido o controle da competição: é clube que muda de nome e endereço; partidas transferidas para outras praças, enfim... Só como exemplo, em todos os mandos de jogos do Rio Branco, apenas dois ou três foram disputados no Décio Vitta, em Americana. Resultado: o time está rebaixado. Bem feito! Sem falar ainda quando alguns times saem do interior para mandar jogos contra os grandes na capital paulista. Uma zona só!

O Ituano tem que jogar em Itu; o Paulista, em Jundiaí; o Atlético Monte Azul - outro rebaixado - deveria ter jogado sempre em sua cidade, e assim por diante... Ou será que algum torcedor quis sair de Monte Azul Paulista para ver seu time jogar contra o Ituano em Ribeirão Preto? Com diz o “craque” Neto em seus comentários: “Vocês estão de brincadeira!”. Se cada um jogar na própria casa, ninguém pode falar em favorecimento. Só espero que o Santo André, provável finalista, dê bom exemplo aos demais e não tire a decisão do Bruno José Daniel.

Reeleito presidente da FPF - se bem que não havia nenhum outro candidato -, Marco Polo del Nero terá muito trabalho pela frente para tornar a competição mais atraente. Mas, se seu xará - o imperador Nero - pôs fogo em Roma, quem sabe ele também não possa “incendiar” o Paulistão - no bom sentido, é claro.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
jdmorbidelli@estadao.com.br
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sexta-feira, 9 de abril de 2010

ESTATÍSTICAS DO CORINTHIANS NO PAULISTÃO

Depois de encerrar a participação no Paulistão, é hora de expor os números obtidos pelo Corinthians. E se os cofres alvinegros deixam de abocanhar cerca de 5 milhões - entre premiações da Federação Paulista de Futebol e um incentivo extra por parte do patrocinador em caso de conquista, além das bilheterias como mandante -, é interessante considerar certas estatísticas, algumas até bem positivas: além de ter a defesa menos vazada pela terceira vez consecutiva - em 2008, tomou 15; e em 2009, a exemplo de 2010, 18 gols -, o Timão confirmou mais uma vez porque dá tanto ibope. Em toda a fase classificatória, foram mais de 14500 pessoas por jogo - o melhor público foi contra o Bragantino, no Pacaembu (34.117), e o pior contra o São Caetano, na Arena Barueri (4.031); ambas partidas, com vitória do Corinthians.

Jucilei foi o jogador que mais atuou (16), mesmo número de Iarley - se bem que, na maioria das vezes, o atacante jogou apenas os minutos finais. No “tal” rodízio de Mano Menezes, o goleiro Danilo e o zagueiro Renato foram os únicos a não disputarem sequer uma partida. Dentinho se sagrou o artilheiro, com seis gols. Na questão disciplinar, o sempre comedido capitão Willian recebeu o maior número de cartões amarelos (5), enquanto que Roberto Carlos, na readaptação ao futebol brasileiro, levou dois vermelhos - aliás, além dele e do lateral direito Moacir, ninguém mais foi expulso durante todo o campeonato.

Em minha avaliação particular, partida a partida, as melhores atuações ficaram por conta de Jorge Henrique, contra o Bragantino; Felipe, contra o Palmeiras; Elias, contra o Sertãozinho; e, acredite se quiser, Souza, contra o Mogi Mirim - todos os citados receberam nota oito. Emprestados, respectivamente, para Coritiba e Botafogo, Bill e Edno mais esquentaram o banco do que, propriamente, jogaram.

Para finalizar essas estatísticas, as duas maiores estrelas do elenco - Ronaldo e Roberto Carlos – chegaram às redes adversárias em três oportunidades. Média pra lá de positiva para o lateral; já, para o Fenômeno, que disputou nove jogos, os números estão bem abaixo da expectativa. Talvez o centroavante esteja guardando munição para a Libertadores; afinal, para ele futebol é como andar de bicicleta.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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quinta-feira, 8 de abril de 2010

CHUVA DE GOLS COM GOSTO AMARGO

Cerca de 12 mil corinthianos compareceram ao frio e molhado Pacaembu para acompanhar a despedida do Timão do Campeonato Paulista, contra o rebaixado Rio Claro. Entretanto, nem mesmo a goleada de 5x1 - a maior do time na competição - foi suficiente para tirar aquele gosto amargo da garganta do torcedor. Isso porque, longe dali, mais precisamente em Piracicaba e Presidente Prudente, Santo André e São Caetano perdiam seus jogos para São Paulo e Grêmio Prudente, respectivamente.

Na verdade, a desclassificação do Alvinegro começou bem antes da chuvosa noite de quarta-feira, dia 7. Diversos resultados negativos - e o pior, em casa - contribuíram para que o time de Mano Menezes chegasse à reta final sem depender somente de seus esforços. Só para relembrar, foram três empates como mandante: contra Mirassol, o lanterna Rio Branco e Botafogo, sem falar na derrota para o próprio Grêmio Prudente no Eduardo José Farah - um simples empate na ocasião poderia facilitar, e muito, a situação na derradeira rodada.

Se antes ninguém escondia que o grande objetivo do primeiro semestre é a Libertadores, agora mais do que nunca as forças estarão exclusivamente voltadas para a competição sul-americana. E o próximo desafio já está marcado: contra o Racing, do Uruguai, que ainda luta para chegar às oitavas de final. Provavelmente, todos os jogadores estarão à disposição do treinador,
exceção feita a Tcheco, que sofreu uma entorse no tornozelo e ficará de fora por, pelo menos, duas semanas. Aliás, diga-se de passagem, depois de um início de temporada regado por vaias e muita desconfiança, o meia tem correspondido bem e até arrancado aplausos da galera. Quem sabe, em breve, estarão também entoando seu nome.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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quarta-feira, 7 de abril de 2010

TREZEGUET, DA JUVENTUS, QUER O TIMÃO; PAULINHO, DO BRAGANTINO, TAMBÉM...

De acordo com o lateral Roberto Carlos, seu amigo francês, o atacante Trezeguet, manifestou vontade de jogar no Corinthians; Paulinho, do Bragantino, está praticamente acertado; o brasileiro naturalizado português Deco, também quer voltar... Pelo jeito, estrela ou não, todo mundo sonha em vestir a camisa do Timão. Entretanto, se a vontade é de muitos, o privilégio é para poucos. Além disso, o ciclo de contratações está temporariamente fechado, e só deve ser reaberto para a disputa do Brasileirão, que começa em maio.

Andrés Sanchez já avisou que após a Libertadores algumas perdas serão inevitáveis, o que é natural no futebol de negócios. Só que é bom tomar cuidado na hora da reposição de peças e não recorrer no mesmo erro do ano passado quando, ao perder Cristian, André Santos e Douglas, o Corinthians não conseguiu mais manter o mesmo nível do primeiro semestre e fez uma campanha muito abaixo da expectativa no Brasileirão. Dessa vez os alvos preferidos dos europeus devem ser os meias Elias, Jucilei e Ralf, além do atacante Dentinho - isso, segundo o próprio presidente.

E caso o Alvinegro conquiste a tão sonhada competição sul-americana, a debandada pode ser ainda maior. É o preço a ser pago pela evidência no cenário mundial. Afinal, nunca há bônus sem ônus.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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terça-feira, 6 de abril de 2010

MALA BRANCA QUE NADA, A VITÓRIA NÃO TEM PREÇO

Se dentro de campo os resultados alcançados levam determinadas equipes a não dependerem somente de seus esforços para se classificar, muitas vezes os dirigentes tomam a dianteira para tentar contornar, ou consertar, a situação. E sempre que isso acontece, volta à tona a polêmica questão da "mala branca". De uma vez por todas, é importante salientar que "incentivar" jogadores a vencer suas partidas é prática absolutamente lícita - o que é ilícito, condenável, passível até mesmo de punição é a chamada "mala preta".

No entanto, ao que parece o Corinthians não irá aderir a tal estratégia e nega qualquer compensação financeira a Santo André ou São Caetano nos confrontos diante do São Paulo e Grêmio Prudente, respectivamente. O Timão só se classifica com uma vitória diante do Rio Claro, combinada com ao menos um empate dos times do ABC contra seus adversários. A situação da Portuguesa é um pouco mais complicada.

Embora uma graninha extra seja sempre bem-vinda, o maior incentivo para o jogador de futebol deve ser sempre o da vitória, independente do incentivo de terceiros. O Santo André deve escalar um time praticamente reserva contra o Tricolor, em Piracicaba; no entanto, aquele que entrar em campo vai querer mostrar serviço ao treinador e provar que tem condições de vestir a camisa do Ramalhão. Longe de mim fazer qualquer merchandising, mas como diz uma famosa propaganda comercial, na vida certas "coisas" não tem preço. Certamente, a vitória é uma delas!

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

CORINTHIANS E PORTUGUESA NAS MÃOS DOS TIMES DO ABC

A última rodada do Campeonato Paulista promete ser eletrizante. Com Santos e Santo André já assegurados para as semifinais, nada menos do que quatro times entrarão em campo com um olho no peixe e outro no gato. Para o Corinthians e a Portuguesa, vencer apenas não é suficiente - eles terão que torcer também por tropeços de São Paulo e Grêmio Prudente, que jogam contra Santo André e São Caetano, respectivamente.

Já que seria muito difícil para o Botafogo arrancar um empate contra o Tricolor no Morumbi, as esperanças corinthianas de depender dos próprios esforços para se classificar estavam todas voltadas para o jogo de Bragança Paulista, onde Bragantino e Grêmio Prudente se encharcavam num aguaceiro danado. E tudo parecia caminhar bem para o Corinthians, a Portuguesa e até para o São Paulo, pelo menos até a virada dos visitantes.

Agora, além de vencer o Rio Claro no Pacaembu - tarefa nem um pouco complicada -, o Timão terá ainda que contar com uma ajudinha dos "azulões" do ABC. Só que para a partida contra o São Paulo, transferida para Piracicaba, o vice-líder Santo André já sinalizou com a possibilidade de entrar em campo com o time reserva. Por sua vez, o São Caetano não aspira a mais nada na competição - já está até classificado para o troféu do interior.

Diante desse quadro as chances do Timão parecem bem remotas. Não por menos; afinal, em se tratando de futebol tem sido sempre cada um por si e todos contra o Corinthians. Resta aguardar para ver se essa "quase" regra irá se confirmar ou queimar á língua desse articulista.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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quinta-feira, 1 de abril de 2010

COM EMPATE HEROICO, TIMÃO PARANAENSE SEGUE NA COPA DO BRASIL

"Corinthiano, maloqueiro e sofredor, graças a Deus." Pelo jeito o Timão paranaense já começou a vivenciar, na prática, o verso entoado nas arquibancadas pela grande massa corinthiana. Afinal, foi com muito sofrimento que o time avançou às oitavas de final da Copa do Brasil. Depois de ter vencido o jogo de ida no Janguito Malucelli, os paranaenses jogavam por um empate simples contra o Ceará, em Fortaleza, o que só aconteceu aos 47 minutos do segundo tempo, com um gol salvador do atacante Bruno Batata.

Debutante no futebol nacional - antes o time se chamava J. Malucelli -, o Corinthians Paranaense disputa a segunda fase do Campeonato Paranaense e, antes do Ceará, já havia desbancado o Juventude que, inclusive, já conquistou a competição em 1999.

Agora, os paranaenses enfrentarão o Vasco da Gama. Aliás, o time de São Januário é freguês de carteirinha do Corinthians na Copa do Brasil. Nas duas vezes em que se encontraram - 1985 e 2009 - os paulistas nem tomaram conhecimento dos cariocas. Detalhe: em ambas edições, o Timão se sagrou campeão. Para quem acredita em coincidências, o caminho dos co-irmãos do Sul parece ser dos mais promissores. Além do mais, o futebol é uma caixinha de surpresas, e um dos poucos esportes em que nem sempre os favoritos levam a melhor.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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