A primeira fase da Libertadores se encerra nessa quinta-feira, 22, e grandes são as possibilidades de times brasileiros já se encontrarem a partir das oitavas de final. Por exemplo: uma vitória simples - ou até mesmo uma derrota - do Internacional contra o Deportivo Quito, no Beira Rio, resultará num confronto entre Corinthians e Flamengo; um empate sem gols fará o próprio Colorado enfrentar o Alvinegro; já, um empate com gols possibilitará um encontro com o São Paulo - em 2006 os dois até já decidiram uma final de Libertadores, em 2006, e o título ficou com os gaúchos. Nesse caso, o time de Parque São Jorge irá até o Peru para pegar o Universitario.
Apesar de evitar longas e desgastantes viagens, confrontos caseiros também são sempre muito complicados e é praticamente impossível traçar qualquer prognóstico. Entretanto, o próprio Mano Menezes declarou que não teme nenhuma equipe brasileira, e que mais cedo ou mais tarde os cruzamentos serão inevitáveis. Estranho mesmo, ou até má sorte, é se classificar em primeiro lugar na fase de grupos e cruzar, logo de cara, com um adversário forte, enquanto que outros se classificam na bacia das almas e acabam tendo sorte na sequência. Em 2006, a situação foi bastante parecida: depois de um bom início, o Timão teve que enfrentar o poderoso River Plate -o 3º pior segundo colocado -, e foi eliminado. Para alegria da Fiel, dessa vez, não tem nenhum argentino pela frente - pelo menos por enquanto!
José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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É sempre a mesma rotina. Basta o campeonato estadual chegar à reta final para que os grandes da capital comecem a se movimentar em busca de reforços, da mesma maneira como os estrangeiros fazem por ocasião da abertura da janela européia - tão temida para os torcedores, e tão aguardada pelos gananciosos dirigentes. É bom os dirigentes abrirem o olho, pois não faltam opções interessantes e a baixo custo, vindas do interior.
O meio-campista Tinga, da Ponte Preta, tem um futebol bem parecido com Elias, do Timão, que, coincidentemente, também veio da Macaca; o goleiro Weverton, do Botafogo, andou fechando o gol e, por várias rodadas, manteve-se entre os menos vazados; no finalista São André, quem tem se destacado são o lateral direito Cicinho, os meias Gil e Bruno César, além dos atacantes Rodriguinho e Nunes; por sua vez, o Grêmio Barueri deve perder o veterano Marcos Assunção - praticamente acertado com o Palmeiras - e o veloz atacante Flavinho.
Precavido com as eventuais negociações com o mercado europeu após a Libertadores, o Corinthians tem preparado uma lista de reforços, encabeçada pelo já contratado meio-campista Paulinho, que se destacou no Bragantino; outro destaque do Braga é o temperamental lateral Diego Macedo,cogitado pelo Atlético Mineiro. Talvez seja também a hora do Timão trazer de volta alguns jogadores emprestados,como o polivalente Marcelo Oliveira, que defende o Grêmio Prudente, e o lateral esquerdo Éverton Ribeiro que, no São Caetano, assumiu a camisa 10 e não tem decepcionado como meia-armador.
José Donizetti Morbidelli
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Embora a 5ª e 11ª colocação obtida, respectivamente, por Corinthians e Palmeiras, tenha sido medíocre para a grandeza dos clubes, o São Paulo é o que tem mais motivos para se lamentar após a desclassificação no Paulistão 2010. Primeiro porque o Tricolor perdeu todos os clássicos - 3x1 para a Portuguesa, 2x1 para o Santos, 2x0 para o Palmeiras e 4x3 para o Corinthians na primeira fase; além de 3x2 e 3x0, novamente para o Santos, na semifinal. Segundo porque o time de Ricardo Gomes segue meio que desmantelado para a sequência da Libertadores, com problemas de relacionamento no elenco - algumas declarações do atacante Washington não têm sido bem digeridas -, falhas individuais - definitivamente, Rogério Ceni não vive uma boa fase – e com as atenções da diretoria mais voltadas para o projeto Morumbi 2014 do que, propriamente, para a competição sul-americana.
Entretanto, mesmo com tantos problemas, o São Paulo é forte em qualquer competição e, com vaga praticamente assegurada para as oitavas de final, tem grandes possibilidades de dar a volta por cima e complicar a vida dos adversários brasileiros. Dificilmente haverá um cruzamento com o Corinthians já na fase seguinte, mas é bem provável que os rivais se encontrem no decorrer da competição.
Até lá, os alvinegros esperam que o Timão já tenha reencontrado seu melhor futebol, enquanto que os são-paulinos aguardam que o Tricolor já tenha assimilado as derrotas do Paulista e resolvido as picuinhas internas. Se nos últimos confrontos o time de Mano Menezes tem levado vantagem, é bom o Alvinegro se precaver; afinal, na Libertadores eles jamais se encontraram. E como a primeira vez ninguém esquece, que seja mesmo um jogo inesquecível - se assim a tabela permitir.
José Donizetti Morbidelli
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Há quem diga que a sorte tem soprado a favor do Corinthians na Libertadores, por ter enfrentado, até agora, adversários sem muita expressão no futebol sul-americano. Contudo, é bom lembrar que o Cerro Porteño, apesar da campanha medíocre, coleciona mais de 30 participações na competição, enquanto que o Independiente Medellín disputa pela sexta vez; o Racing do Uruguai, por sua vez, é um mero estreante e, por incrível que pareça, é o que ainda alimenta as chances de se classificar como um dos seis melhores segundos colocados. No grupo do São Paulo, o modesto Nacional, do Paraguai, tem sido um verdadeiro saco de pancadas; até agora, o time paraguaio não somou um ponto sequer. Campanhas pífias também fazem o Bolívar, o Blooming, o Emelec e o Deportivo Italia, respectivamente pelos grupos 3, 4, 5 e 7 - cada um deles soma, até agora, apenas um ponto.
A situação não está nada fácil para o Flamengo; não que os chilenos Universidad de Chile e Univesidad Católica sejam lá grande coisa, mas é o próprio Rubro-Negro que está se complicando. O mesmo se aplica ao Internacional, se bem que uma vitória simples contra o Deportivo Quito, no Beira-Rio, garante a classificação do Colorado como primeiro do grupo.
Não resta dúvidas de que o grupo mais complicado é o do Cruzeiro, que mediu forças contra o forte Vélez Sarsfield e o Colo Colo; mesmo assim, o time mineiro se saiu bem e também já garantiu a sua vaga. No mais, todos os grupos se equivalem, com um ou dois times se sobressaindo e os demais apenas participando. É a partir das oitavas de final que a competição irá pegar fogo, sem argumentos de jogos fáceis ou adversários sem tradição. Diferente da primeira fase, quando ainda dava para se recuperar de um resultado adverso, no mata-mata qualquer erro poderá ser fatal.
José Donizetti Morbidelli
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Chutão para todos os lados, futebol defensivo, falta de ligação do meio para o ataque e, além do mais, uma morosidade de dar sono. Mesmo com a vitória no Uruguai e a confirmação do primeiro lugar do grupo A, foi exatamente assim que o time se portou contra o fraco Racing. Para falar a verdade, os jogos do Corinthians estão muito chatos. Até agora, o Alvinegro não teve uma apresentação convincente na competição sul-americana, daquelas de encher os olhos do torcedor, amedrontar os adversários e credenciá-lo de vez como um dos grandes favoritos ao título.
Na defesa, o capitão Willian, antes tão seguro, tem demonstrado algumas falhas, como se nunca tivesse jogado ao lado de seu companheiro Chicão; apesar do gol, o intocável Elias esteve muito abaixo da média; Danilo, que poderia exercer o papel de meia de ligação, não arreda pé do lado esquerdo do campo; e Ronaldo, visivelmente fora de forma, não recebe uma boa em condições de finalização - a alternativa tem sido voltar para buscar jogo, o que não é lá muito a dele. Nesse emaranhado que se tornou o Corinthians, quem tem se salvado são o lateral Roberto Carlos, o volante Jucilei e o atacante Dentinho.
Apesar de tantas deficiências, o Timão tem tudo para confirmar a melhor campanha da primeira fase entre os 32 participantes - o que lhe garantirá fazer todas as partidas de volta no Pacaembu até uma eventual final. Entretanto, Mano Menezes vai ter que trabalhar, e muito, para que o time reencontre o bom futebol - se não igual, pelo menos parecido com aquele que conquistou a Copa do Brasil e o Paulistão de 2009. Talvez a solução seja perder o medo e escalar três atacantes, com Dentinho e Jorge Henrique voltando também para ajudar a defesa, como faziam antes com tanta eficiência. Afinal, mais do que nunca o Alvinegro terá que ser ofensivo na fase mata-mata, isso se não quiser frustrar, mais uma vez, sua imensa torcida.
José Donizetti Morbidelli
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Como sempre faz questão de frisar o presidente Juvenal Juvêncio, o São Paulo é um time diferenteeeeee!!! E diferente também parece ser o seu estádio, pelo menos para os padrões exigidos pela Fifa, que tem se mostrado insatisfeita com os projetos de reforma apresentados visando à abertura da Copa do Mundo de 2014. Depois da informação divulgada pelo jornal O Estado de S.Paulo de que a entidade máxima do futebol teria descartado o Morumbi do Mundial, a própria Fifa tratou logo de negar, mas espera que as exigências sejam cumpridas. Por sua vez, o São Paulo diz que não mudará nem mesmo uma linha do novo projeto que será enviado para análise ainda essa semana.
Caso o Cícero Pompeu de Toledo seja mesmo reprovado, o que fazer para que a cidade mais populosa e próspera do país não deixe de participar da festa? No final de setembro do ano passado, eu publiquei um artigo intitulado Pacaembu: o Estádio mais Viável para a Copa do Mundo em São Paulo, e que se tornou alvo de muitas críticas - alguns elogios também, é verdade -, principalmente por parte de torcedores são-paulinos. Entretanto, talvez a reforma do Paulo Machado de Carvalho não passe de uma alternativa muito pouco viável, já que há grande resistência por parte de moradores do bairro, de órgãos de defesa do patrimônio histórico municipal - qualquer reforma previamente aprovada pelos conselhos não poderá trazer mudanças muito significativas à arquitetura do estádio -, e até mesmo da Prefeitura e do Governo do Estado que, segundo o próprio Estadão, mantém em sigilo um plano “B” - a construção de uma nova arena em Pirituba - caso o imbróglio envolvendo o Morumbi não seja resolvido.
Correndo por fora, quem pode tirar proveito dessa situação é o Corinthians, que também pretende apresentar um projeto - mais um!!! - de seu estádio até 1º de setembro, quando o time completa 100 anos. Aliás, não poderia haver momento mais oportuno para que esse projeto possa, enfim, sair do papel; em tempos de Copa do Mundo, não faltarão investidores. Quanto aos órgãos públicos municipais e estaduais, de repente pode até ser uma boa; afinal, terão poupado o “sagrado” dinheiro público e livrado a cara de uma enxurrada de críticas provenientes da imprensa e da própria sociedade. É aguardar para ver o desfecho dessa novela, que se arrasta a longos meses.
José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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Mesmo depois de ter encerrado sua participação no Paulistão, o Corinthians ainda continua rendendo comentários e não sai do pensamento dos adversários, com o do lateral-esquerdo santista Léo que, após a vitória do Peixe sobre o São Paulo, disparou em tom mais provocativo do que propriamente racional: “E, me desculpem, mas todo mundo falava do Corinthians, só que time de qualidade quem tem é o São Paulo”.
Não vejo, no entanto, motivo do ala “cutucar” o Alvinegro; talvez porque o Corinthians esteja entalado na garganta dos santistas desde a humilhante goleada de 7x1 pelo Brasileirão de 2005, ou pela conquista do estadual do ano passado - se bem que o lateral não estava presente em nenhuma das oportunidades.
Muitas vezes mal assessorados, os “profissionais” do futebol acabam por dar declarações que em nada contribuem para suas carreiras. Não que a descortesia do santista tenha provocado um grande alarde no Parque São Jorge, mas às vezes é melhor ficar calado do que falar besteira. Provavelmente o atleta não tem discernimento de que, mesmo em tom de provocação, mencionar o nome de um adversário é dar crédito, fortalecer o inimigo. Virtual campeão paulista, e com todos os méritos - só uma zebra para tirar o título -, o Santos deveria orientar melhor seus jogadores, que dentro de campo dão show de bola e irreverência, mas fora dele deixam muito a desejar.
José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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