quarta-feira, 31 de março de 2010

ELIAS NA SELEÇÃO É SÓ UMA QUESTÃO DE TEMPO

Provavelmente Elias não irá à Copa do Mundo da África do Sul - o grupo de Dunga está praticamente fechado -, mas é apenas uma questão de tempo para que o corinthiano vista a "amarelinha" pela primeira vez em sua jovem carreira futebolística. Prestes a completar dois anos com a camisa do Timão, o meio-campista já demonstrou que tem futebol de sobra para isso. Eficiente marcador, inteligente, rápido com a saída de bola para o ataque e bom finalizador - da maneira como um jogador moderno deve ser.

Peça praticamente intocável no esquema de jogo de Mano Menezes, Elias Mendes Trindade começou sua carreira nas categorias de base do arquirrival Palmeiras até ser dispensado e perambular por alguns clubes de menor expressão. Vice-campeão Paulista de 2008 pela Ponte Preta, foi no clube campineiro que o paulistano ganhou notoriedade e chamou a atenção de diversos clubes. E, para alegria dos corinthianos, acabou indo parar no Parque São Jorge.

Se muitos jornalistas esportivos - e por quê não? - já defendem sua convocação imediata - entre eles, Antero Greco da ESPN Brasil, que comentou o assunto no programa Sportscenter de 30/03 -, o próprio jogador considera que ainda não esteja devidamente preparado para esse desafio e, em tom modesto, diz que espera disputar a Copa de 2014. Sinal de que paciência também não lhe falta. Bem, até lá muita coisa ainda pode acontecer, mas se mantiver o mesmo futebol, certamente o meio de campo da Seleção Brasileira estará bem servido.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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terça-feira, 30 de março de 2010

TIMÃO AQUECE AS TURBINAS RUMO AO BI

Em 2008, o Corinthians engrenou de vez na Copa do Brasil somente depois de golear o Goiás no Morumbi por 4x0 - o Alvinegro precisava reverter o placar adverso de 3x1 para seguir na competição. No ano passado, o Timão aqueceu, definitivamente, as turbinas nas semifinais do Paulistão, ao bater o São Paulo por duas vezes consecutivas – 2x1 no Pacaembu, e 2x0 no Morumbi. Depois, na decisão, foi só fazer o placar na Vila Belmiro (3x1) e administrar no jogo decisivo, disputado contra o Santos no Pacaembu. Ainda, no ano passado, com todos os méritos, o time conquistou o tricampeonato da Copa do Brasil. Coincidência ou não, nesse ano, a melhor partida dos comandados de Mano Menezes também aconteceu contra o Tricolor, um resultado para dar moral na sequência do Estadual e da Copa Libertadores - a grande prioridade no ano do centenário.

E o momento não poderia ser mais propício; afinal, depois de tantos testes e do interminável "rodízio", o treinador parece ter encontrado a formação ideal, com Ralf, Elias e Jucilei no meio de campo; Danilo como armador e liberdade para atacar; além de Ronaldo e Dentinho - ou Jorge Henrique - no ataque. Na defesa, não há muitos mistérios.

Acostumado a crescer em jogos decisivos, o Corinthians demonstrou que está muito vivo e tem reais possibilidades de chegar à decisão, quem sabe ao bicampeonato - sequência que não conquista desde a época da democracia corinthiana (1982/83). Mas para isso terá que enfrentar, numa eventual semifinal ou final, o embalado Santos, com seus bons e irreverentes garotos, sedentos para dar o troco pela perda no ano passado. Caso se confirme, será um duelo muito interessante!

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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segunda-feira, 29 de março de 2010

CLÁSSICO DE MUITAS ALTERNATIVAS E BELOS GOLS

Belas jogadas, falhas individuais, expulsões e muitos gols. Com tantas alternativas, Corinthians e São Paulo protagonizaram um dos melhores jogos do Paulistão até agora e acirraram ainda mais a rivalidade já tão efervescente dos últimos anos - agora já são nove jogos sem derrota corinthiana para o rival.

Com grande atuação de Danilo - que marcou seu primeiro gol pelo Alvinegro - e de Jucilei - que, definitivamente, caiu nas graças do treinador -, o Corinthians esteve melhor durante toda a partida, e só não venceu o clássico com maior facilidade devido às falhas de Rafael Santos. O jovem goleiro só não levou a fama de vilão porque aos 46 minutos, quando o Timão dava praticamente adeus à competição, Iarley, com a ajuda da carequinha de Alex Silva, deu números finais ao jogo. Aliás, o zagueiro esteve prestes a se transferir para o Parque São Jorge antes de assinar com o Tricolor.

Com a derrota, embora ainda figure na zona de classificação às semifinais é bom o São Paulo tomar cuidado; serão dois jogos difíceis pela frente - o Botafogo e o Santo André. Já o Corinthians, que encara o Ituano e o Rio Claro, tem grandes chances de conseguir a vaga e encarar novamente os "pirralhos" - no bom sentido - do Santos que, mesmo não jogando tão bem, emplacou outra goleada. Dessa vez, a vítima foi o modesto Monte Azul.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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sexta-feira, 26 de março de 2010

JOGADOR DE FUTEBOL TAMBÉM TÊM SENTIMENTOS

Vagner Love não pode ir à favela onde, segundo ele, estão suas raízes, amigos e onde desenvolve trabalhos humanitários. Adriano não pode presentear quem ele quiser - embora negue, há suspeitas de que o craque tenha comprando uma moto para a mãe de um traficante , no Rio. Ronaldo, depois de uma atuação ruim e ser moralmente ofendido por um torcedor, não pode fazer um gesto obsceno. Bem, pelo jeito, pessoas públicas não tem direito a muita coisa. Além das imagens denegridas perante a sociedade, geralmente eles são condenados antes mesmo das explicações virem à tona.

Não que seja sadio aparecer ao lado de traficantes armados na favela, ou se envolver, mesmo que indiretamente, como suas famílias; ou ainda se revoltar contra a torcida. Mas onde está o livre-arbítrio? Não estou aqui para defender os jogadores de futebol, a maioria deles mal assessorados e até mesmo despreparados para lidar com fama e dinheiro. Contudo, como qualquer pessoa eles também têm sentimentos, momentos de desequilíbrio - principalmente quando as coisas não acontecem da maneira como esperam dentro de campo.

Cabe aos clubes orientá-los, sim; e às torcidas procurar compreendê-los e apoiá-los. É muito fácil idolatrar os craques na hora do gol, dos títulos, das comemorações; mas são nos momentos de adversidades que o verdadeiro torcedor têm que se fazer presente. Tanto Vagner Love, como Adriano e Ronaldo merecem todo o respeito pelo que fazem dentro de campo; agora, a vida particular de cada um não interessa a ninguém.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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quarta-feira, 24 de março de 2010

ESTÁ NA HORA DE CORINTHIANS E SÃO PAULO MOSTRAR MAIS FUTEBOL

Se fora de campo as diretorias do Corinthians e do São Paulo não falam a mesma língua, dentro dele os times parecem estar bem sintonizados - e nivelados, por baixo. Numa rodada trágica para dois dos pretendentes ao título, o Timão foi derrotado pelo “quase” lanterna Paulista, enquanto que o Tricolor sucumbiu diante do ameaçado Bragantino.

Em Bragança Paulista, o maior frisson da galera são-paulina aconteceu justamente no momento em que era anunciado nos alto-falantes o gol sofrido pelo adversário; já, na Arena Barueri, a torcida corinthiana só elevou seu tradicional canto “não para, não para, não para” com o gol do Braga.

Pouco, muito pouco futebol para quem montou um elenco forte com o propósito de conquistar tudo o que viesse pela frente. Ruim, mas nem tanto, para o São Paulo, que ainda mantém a terceira colocação na tabela; péssimo mesmo para o Corinthians, que saiu da zona de classificação para as semifinais e agora precisará de contas, muitas contas para alçar voos mais altos na competição - aliás, contas só não, futebol também. A Portuguesa, na torcida, agradece!

É assim, com derrotas, que os dois vão para o clássico de domingo no Pacaembu. Jogo com status de decisão, e uma prévia do que pode acontecer a partir da segunda fase na Libertadores. Como diz o dito popular, está chegando a hora de mostrar “quem tem mais bala na agulha”, ou então “quem tem mais café no bule”. Na linguagem convencional, está na hora de jogar futebol.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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LULINHA EM PORTUGAL

Nas categorias de base do Corinthians e da seleção brasileira Lulinha era considerado um fenômeno, tanto que chegou a marcar cerca de 300 gols. Mas foi só subir para o time principal - numa tremenda fria, já que naquele ano o Corinthians foi rebaixado - que a promessa de craque parece ter naufragado diante de tamanha expectativa. E o atacante, além de amargar a reserva, ainda teve que conviver com a dura crítica de muitos torcedores.

Emprestado, nos meados do ano passado, para o modesto Estoril, que disputa a Segunda Divisão em Portugal, aos poucos Lulinha parece estar reencontrando sua confiança e seu bom futebol. Tranquilo e com liberdade de movimentação em campo e para finalizar, como ele mesmo afirma, o garoto já balançou as redes mais vezes do que quando atuou pela equipe principal do Corinthians.

A decisão de emprestá-lo parece ter sido uma medida muito sensata por parte da diretoria; afinal, a experiência no competitivo futebol europeu - mesmo não defendendo uma equipe de ponta - poderá trazer muita maturidade ao jogador, cujo contrato de empréstimo vence nos próximos meses. Contudo, talvez ainda nem seja o momento de Lulinha voltar para o Timão, uma vez que o ataque corinthiano está bem congestionado nessa temporada. Mas é só uma questão de tempo para que o garoto retorne para cumprir o seu propósito, que é dar muitas alegrias à fiel torcida.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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terça-feira, 23 de março de 2010

RESPONSABILIDADE SOCIAL - CORINTHIANS ABRE AS PORTAS PARA INTERNOS DA FUNDAÇÃO CASA

Atualmente a imagem de uma empresa não está relacionada somente à qualidade dos produtos, mas também à participação em eventos, causas sociais e ações filantrópicas. É a chamada responsabilidade social - termo que faz parte do cotidiano de empresas que, diante das estratégias do marketing moderno, preocupam-se em agregar valor às suas marcas por meio de atividades solidárias. No futebol, alguns clubes têm seguido esse mesmo exemplo - aliás, nada melhor do que o esporte para unir a todos em prol de uma causa tão nobre.

Esquecendo um pouco a rivalidade dos gramados, nas ruas todos torcem para um único time: o da solidariedade, da conscientização, da inclusão social. Do lado dos adversários estão a violência, a discriminação, o descaso, a necessidade. Nesse aspecto, o Corinthians é o clube que mais tem dado exemplo; e se dentro de campo o time ainda não engrenou nessa temporada, fora dele a diretoria tem dado espetáculo, driblando as diferenças e contribuindo para a construção de sociedade mais justa, fraterna e feliz.

Depois do sucesso da campanha "Sangue Corinthiano", que conta com o apoio da Fundação Pró-Sangue do Hospital das Clínicas, a bola da vez no Parque São Jorge é a parceria firmada com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Fundação Casa, que prevê a abertura das dependências do clube para que os internos possam realizar atividades esportivas e culturais e, assim, darem seguimento ao processo de recuperação moral e reintegração na sociedade.

Parabéns ao Timão, e que mais essa iniciativa sirva de exemplo a outras agremiações. Afinal, independente de ser corinthiano, palmeirense, são-paulino ou santista, todos merecem uma segunda chance na vida.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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