Defederico custou cerca de US$ 5 milhões aos cofres do Corinthians e, apesar de ainda não ter justificado, dentro de campo, o investimento, dificilmente será liberado para atuar por outra equipe - o River Plate já manifestou interesse no empréstimo do meia atacante por um ano.
No que depender da vontade do gringo, a transferência pode ser concretizada a qualquer momento, tanto que inúmeras foram suas declarações enfatizando o desejo de retornar à Argentina. “Aqui não estou tendo espaço para jogar. Estou ficando mais no banco de reservas, e lá o treinador já me conhece. Seria mais fácil de conseguir jogar”, revelou em entrevista ao canal Fox Sports.
Embora seja visto com um grande potencial e sua ascensão é apenas uma questão de tempo, seria até bom que a diretoria do Timão repensasse a situação do jogador; quem sabe atuando, como titular, no River, seu verdadeiro futebol não reaparece e, consequentemente, surge a possibilidade de uma transferência para a Europa? Afinal, não é para render alguns milhões que ele foi contratado? Ficar nesse impasse é que não dá - o “menino” precisa de ritmo de jogo, o que dificilmente terá num elenco tão recheado de meias e atacantes como o do Corinthians.
José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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É até compreensível que muitos técnicos de futebol não gostem de dar entrevistas coletivas após os jogos, especialmente quando suas seleções não fizeram um bom jogo e toda a imprensa mundial está à busca de explicações. Não é o caso do Brasil que, contra a Costa do Marfim, fez até agora a sua melhor partida na Copa da África, credenciando-se definitivamente como uma das favoritas ao título. Como explicar, então, esse constante mal-humor do técnico Dunga, maquiado por um sarcasmo em forma de risinho sem graça e revestido de uma prepotência inerente a quem se julga viver acima do bem e do mal? Dessa vez, ele não somente foi arrogante com a imprensa como extrapolou todos os limites da indelicadeza. A vítima, o jornalista Alex Escobar, competente profissional da TV Globo e SporTV, que ali simplesmente cumpria seu papel de jornalista - e porque não dizer também, de torcedor, como todo brasileiro. Sabe-se lá por que motivo - ao que parece, um mal-entendido -, o Sr. Dunga interrompeu a entrevista coletiva para insultar o repórter. E foi além: sem perceber que o microfone da sala de imprensa estava ligado, começou a balbuciar palavrões, numa postura nada condizente com a de um comandante da Seleção Brasileira. Reprovável, para não dizer patética!
Na verdade, Dunga nunca foi unanimidade à frente da Seleção, e mesmo depois de quatro anos no comando com resultados expressivos - diga-se de passagem -, ele ainda parece não ter aprendido a conviver com as críticas. No dia 20 de junho, após a bela vitória contra os “leões africanos” em Johannesburgo, aquele que deveria servir de exemplo aos seus comandados simplesmente envergonhou o país - esse é o sentimento que fica para aqueles que, como eu, assistiram à entrevista.
Em vez de criticarem enfaticamente os jogadores argentinos e o técnico Maradona por suas declarações um tanto quanto contundentes - às vezes, até mesmo provocativas -, é bom os brasileiros começaram a notar o que acontece nos bastidores da própria Seleção Brasileira. Provocar ainda faz parte do jogo; agora, insultar, chamar a atenção e o pior, usar palavras de baixo calão contra quem quer que seja, é intolerável.
É claro que o povo brasileiro vai continuar torcendo pelo hexa do Brasil. Entretanto, torcer por um treinador deselegante e despreparado emocionalmente fica muito difícil!
José Donizetti Morbidelli
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Depois da Copa de 1986, disputada no México, praticamente as torcidas do mundo inteiro se aderiam à “ola”, aquele movimento que vem das arquibancadas simulando uma onda gigante - e que só tem graça com o estádio cheio, claro. Pois bem, a “ola” fazia parte da cultura futebolística mexicana e agora faz parte da cultura mundial. Na África do Sul, a bola da vez pode até ser a Jabulani, mas a vedete da Copa é, sem dúvidas, a vuvuzela, com seu som estridente - perturbados para muitos -, mas inegavelmente admirável.
Se a moda das vuvuzelas vai pegar como a “ola” mexicana só o tempo vai dizer, mas que pelo menos por enquanto é um sucesso, disso ninguém duvida. E não somente na África; por aqui também, são vendidas aos milhares - talvez milhões -, ainda mais quando as cores se misturam, a do pais anfitrião com as Seleção Brasileira.
Entretanto, deve-se ter muita cautela nas comemorações, para não sucumbir diante de uma desclassificação prematura - o que não seria nenhum absurdo diante do futebol apresentado até agora pelo Brasil. No México, quando a “ola” virou moda, a Argentina foi a campeã? E agora, com uma nova moda, será que a história se repetirá? Os números estão dizendo que sim e as vuvuzelas também, tanto que quando os hermanos jogam, elas soam muito mais alto.
José Donizetti Morbidelli
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Como sempre faz questão de frisar o presidente Juvenal Juvêncio, o São Paulo é um time diferenteeeeee!!! Realmente o é; afinal, o mesmo estádio que já acomodou - tipo lata de sardinha, é verdade - 146.072 mil pessoas em 1977 no jogo entre Corinthians e Ponte Preta, acaba de ser excluído da Copa do Mundo de 2014 pelo Comitê Organizador. Motivo? Falta de garantias financeiras para viabilizar a reforma: enquanto que o projeto completo custaria algo em torno de R$ 630 milhões, o São Paulo apresentou uma alternativa bem mais modesta, com custo aproximado de R$ 270 milhões. Resultado: o novo projeto nem foi ou será considerado. Pois é, como diz aquela máxima popular: “o barato sai caro”. Golpe duro para a diretoria e os torcedores são-paulinos, comparada até à perda de um título importante. Primeiro porque os dirigentes sonhavam com a reforma - e ainda podem fazê-la, com ou sem Copa do Mundo -, e segundo porque os tricolores poderiam se orgulhar e tirar um pouco de onda com os adversários.
Agora, crescem os rumores da construção de uma nova arena para que a maior cidade do país não fique de fora da festa - sem dinheiro público, como enfatizou Gilberto Kassab -, e a primeira opção seria no bairro de Pirituba, zona oeste da capital. Assim que seja decretada a mais nova campeão mundial em território africano, será realizada uma reunião entre o prefeito, o governador do Estado Alberto Goldman e o presidente da CBF Ricardo Teixeira, com o objetivo de discutir o assunto; quem sabe definir de vez a situação, já que ninguém mais aguenta essa novela.
Embora esteja prestes a aprovar uma proposta para a construção da tão sonhada casa corinthiana, o presidente Andrés Sanchez garante que não preiteia que a abertura da competição seja na arena do Timão. “O Corinthians vai construir o seu estádio, mas não será o da abertura da Copa. Pode até ser utilizado em 2014, se eles quiserem, mas não na abertura”, afirmou lá de Johannesburgo, onde chefia a delegação da Seleção Brasileira. Ele pode até ter dito isso, mas até lá muita coisa ainda pode acontecer.
José Donizetti Morbidelli
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Que Galvão Bueno, a maior estrela global do esporte não conta com a simpatia de todos os brasileiros, isso não chega a ser nenhuma novidade. Seja em qualquer estádio, o narrador tem sido constantemente achincalhado por um grupo de torcedores; talvez seja por isso que a emissora o tenha tirado de algumas narrações importantes - do Brasileirão, por exemplo -, deixando a responsabilidade a seu substituto imediato Cléber Machado.
Só que em Copa do Mundo, especialmente em jogos da Seleção Brasileira, não tem para ninguém: quem manda é o Galvão! E mais uma vez, mesmo tão longe do país, ele foi hostilizado, não com cantorias da torcida como é comum por aqui, mas com uma faixa com os dizeres: “Cala a boca, Galvão”.
Misteriosamente a tal faixa praticamente desapareceu minutos após o início da estreia do Brasil, como se alguém a tivesse retirado. Por força da Rede Globo? Acredito que não; afinal, ali é território FIFA e manifestações de qualquer natureza são permitidas, desde que não descambem para a violência e para o preconceito. Em Johannesburgo, a brincadeira ficou só na gozação - aliás, como sempre deve ser.
José Donizetti Morbidelli
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Depois de cerca de dez dias de descanso, os jogadores corinthianos estão de volta ao batente - o time fará um intertemporada em Águas de Lindóia, interior de São Paulo. Algumas novidades marcaram a reapresentação do elenco, como a integração de três jogadores da categoria de base - o zagueiro André Vinicius, o meia William e o atacante Taubaté. Entretanto, se houve promoções também houve baixas, e os laterais gringos Balbuena e Escudero, além de Marcelo Mattos foram liberados para assinar com qualquer outro time. O volante, inclusive, está sendo sondado pelo Botafogo.
E enquanto as atenções do futebol mundial continuam voltadas para a África do Sul, por aqui as especulações continuam. Fala-se muito da possível saída de Dentinho, Jucilei, Elias e Chicão, mas de concreto mesmo, até agora não há nada, para a tranquilidade da Fiel. A renovação de contrato de Paulo André está bem adiantada e parece uma questão de tempo, enquanto que a chegada de reforços é tratada em segredo, e o que se sabe nada mais é do que mera especulação jornalística. Anderson Polga, Keirrison; e agora do centroavante Ricardo Oliveira e do argentino Riquelme, que o próprio Timão já tentou contratar no início do ano, estão sendo ventilados na imprensa, embora os dirigentes neguem qualquer contato. Aliás, se realmente houver interesse pelo hermano, a briga deve boa, já que vários clubes brasileiros parecem dispostos a tentar seduzi-lo a jogar no Brasil.
Pelo jeito, enquanto o Brasileirão não recomeça é o duelo de bastidores que promete manter o futebol nacional aquecido. Nesse meio-tempo, saem os atletas e entram os dirigentes; e o pior é que cartolas também podem dar outros rumos ao campeonato!
José Donizetti Morbidelli
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Até 1º de setembro - dia em que o Corinthians completa 100 anos - a diretoria pretende, finalmente, levar a público o projeto definitivo para a construção da arena corinthiana. Assim como a Libertadores, ao longo dos anos assuntos relacionados a estádio têm sido motivo de piada, principalmente por parte dos torcedores adversários; contudo, dessa vez parece que é mesmo pra valer. Na mesa, uma proposta concreta de um grupo de empresas, lideradas pelo banco português Banif, e que conta com a experiência da Hochtief, construtora de origem alemã que traz em seu portfólio obras como os aeroportos de Dusseldorf e Hamburgo, além das arenas do Kaiserslautern e Dortmund. Segundo consta, o terreno já teria sido comprado e averbado em cartórios de São Paulo e Guarulhos, além dos investidores terem também protocolado o projeto na Prefeitura para a realização dos trâmites burocráticos de aprovação.
De acordo com o projeto, o estádio, localizado a apenas dois quilômetros do Parque São Jorge, terá capacidade para 56 mil torcedores. E, embora o presidente Andrés Sanchez despiste, poderá até servir de opção para receber jogos da Copa do Mundo de 2014 – já que o Morumbi está praticamente descartado. Embora essa proposta seja a mais viável até agora, a diretoria também não descarta outras alternativas, como a construção de uma arena no terreno de Itaquera, onde funciona o CT das categorias de base do clube. Por trás desse projeto, estariam a construtora Odebrecht e o Grupo Advento. Já, a proposta da Gafisa que previa a construção de uma arena onde hoje se localiza o Playcenter, na Barra Funda, está praticamente descartado.
Até o final do mês os dirigentes pretendem se reunir para discutir as propostas, já que o prazo pra definição da proposta do Banif com a Hochtief expira em 10 de agosto. E como Andrés Sanchez, que acompanha a Seleção Brasileira na África do Sul, deu carta branca aos que o substituem, é bem provável que haja algumas novidades interessantes para os corinthianos.
José Donizetti Morbidelli
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