quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O CORINTHIANS NÃO DEVE FAVOR ALGUM AO SÃO PAULO

Para falar a verdade, o São Paulo não depende em absolutamente nada do Corinthians para ser campeão - só passará a depender se tropeçar diante do Goiás. Contudo, muitos são-paulinos já estão quase colocando o uniforme alvinegro e indo para Campinas engrossar o coro da fiel torcida. E até começam a rememorar o passado, citando os dois gols marcados pelo atacante Grafite na vitória contra o Juventus pelo Campeonato Paulista de 2004, resultado que evitou o rebaixamento do time do Parque São Jorge naquele ano.

Só que passado é passado, e a história agora é outra. O São Paulo não venceu o Juventus para salvar o rival, mas porque tinha uma melhor equipe na época. Corinthians e Flamengo - um dos maiores clássicos do futebol brasileiro - se encontrarão em situações absolutamente opostas, em que um cumpre tabela e o outro tenta manter a esperança de chegar ao título. E, independente das circunstâncias, qualquer resultado pode acontecer.

Em caso de vitória rubronegra, certamente o Corinthians será bombardeado por críticas tricolores. Mas é bom alertar que o Timão não deve favor algum ao rival, e seu único compromisso é com sua imensa torcida. Aos são-paulinos, um conselho: se querem ser campeões, que façam a sua parte, sem depender de ninguém.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
jdmorbidelli@estadao.com.br
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

AS PRINCIPAIS VÍTIMAS DO ATACANTE RONALDO NO ANO

Independente da colocação em que o Corinthians termine o Brasileirão 2009 - 10º, 11º, 12º... - o saldo de gols atacante Ronaldo no ano é altamente positivo, principalmente nos confrontos com os grandes de São Paulo. Contra o Santos, pelas finais do Campeonato Paulista, o Fenômeno balançou as redes duas vezes - e dois golaços em plena Vila Belmiro. Já, o São Paulo também conheceu a “fúria” do atacante, levando dois tentos, um pelas semifinais do Paulistão e um no Campeonato Brasileiro - esse, numa falha glamorosa do zagueiro André Dias com o goleiro Bosco.

Entretanto, entre os rivais paulistas, a vítima favorita do atacante foi mesmo o Palmeiras. Coincidência ou destino, seu primeiro gol com a camisa do Timão aconteceu da maneira como a fiel gosta: no sufoco, com o jogo praticamente encerrado, e contra o mais valoroso adversário. Depois daquele gol antológico, de cabeça, que custou até o alambrado do Prudentão, Ronaldo assinalaria ainda mais dos contra o mesmo Verdão – ambos no último confronto, que terminou empatado em 2x2.

Agora, é só aguardar pela próxima temporada - Paulistão, Libertadores, Brasileirão - para saber se o Palmeiras continua na liderança ou se é ultrapassado por Santos ou São Paulo. Independente de quem seja, uma coisa é certa: a fome de gols do “gordinho” será bem maior!

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

ASSIM COMO O EX-JOGADOR DADÁ MARAVILHA, CARLINHOS BALA TAMBÉM ADORARIA JOGAR NO CORINTHIANS

Ele foi o carrasco do Corinthians na final da Copa do Brasil de 2008, tanto que marcou um dos gols da vitória do Sport na Ilha do Retiro. Além disso, até hoje suas declarações soam meio indigestas no Parque São Jorge. Na época, Carlinhos Bala afirmou que o gol marcado fora de casa seria o do título - sorte, premonição, seja lá o que for, não deu outra!

Agora, defendendo o Náutico, o atacante comandou mais uma vitória sobre o alvinegro paulista. E, sabe se lá se por apenas procurar amenizar sua imagem desgastada em São Paulo, ou então vontade de vestir a camisa do Timão, o discurso pós-jogo foi bem menos contundente e bem mais simpático: “Eu sempre fui corinthiano”, revelou o quase sósia do cantor Chico César.

Num passado não muito distante, Dada Maravilha agia de maneira bastante parecida; nos gramados sempre anotava seu gol, para depois revelar sua paixão pela torcida e vontade de fazer parte do clube paulista. Talvez também seja esse o propósito de Carlinhos Bala, mas assim como “aquele que pairava no ar”- como Dada se auto-intitulava -,a intenção do pernambucano deve ficar só na vontade.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

MARCELINHO - MAIS UMA OPÇÃO PARA A LATERAL DIREITA?

Ele é novo, franzino, e tem nome de ídolo - talvez o maior de toda a história corinthiana. Contudo, tem sido muito pouco aproveitado no já concorrido ataque alvinegro e, caso não seja emprestado na próxima temporada, tende a esquentar o banco de reservas por mais um longo período.

Entretanto, Mano Menezes - que de bobo não tem nada - já está pensando num posicionamento alternativo para Marcelinho, e o primeiro teste será contra o Náutico na abertura da 36ª rodada do Brasileirão. E é ali pela ala que o garoto pode se dar bem, já que Alessandro vive constantemente lesionado, Jucilei não é da posição e Balbuena ainda é uma incógnita para o ano que vem.

Promovido após a vitoriosa campanha do Timãozinho pela Copa São Paulo de Juniores, disputada no início do ano, Marcelinho deve fazer de tudo para aproveitar essa oportunidade do "paizão" Mano Menezes. Afinal, carisma não lhe falta, muito menos pique – o guri tem apenas 19 anos e muita vontade de vencer.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

REFORMULAÇÃO DO ELENCO CORINTHIANO

Em entrevista durante a semana, o técnico Mano Menezes sinalizou que pretende trabalhar com 30 jogadores em 2010 - atualmente 33 atletas fazem parte do quadro de profissionais do Corinthians. Levando em consideração que cinco ou seis jogadores devem chegar no Parque São Jorge, quem serão os dispensados ou emprestados?

A lista deve começar com Souza, principalmente pelo alto custo benefício - ele ganha cerca de 170 mil reais mensais e ainda não rendeu o esperado -; os atacantes Bill e Henrique também devem ser emprestados; entre os meias, a aposta fica entre Marcinho e o jovem Jadson - esse último para ganhar experiência num time de menor expressão; com a contratação de Ralf, o volante Moradei também pode ser liberado; já na defesa, as dúvidas pairam sobre o lateral Balbuena e os “meninos” Bruno Bertucci e Dodô, também para ganhar experiência - se bem que ambos jogam na lateral esquerda, a posição mais carente da equipe.

Tudo não passa de especulação, mas ao se confirmar essa expectativa já serão nove jogadores a menos. E quem deve chegar para compor o elenco? Ralf, já apalavrado; o lateral Roberto Carlos, os meias Tcheco, Riquelme e Leandro Domingues - interesse revelado essa semana -, e o atacante Iarley. Pelos números do treinador, faltariam ainda dois nomes, provavelmente para o ataque. Além arrisca algum palpite?

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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terça-feira, 17 de novembro de 2009

SEMELHANÇAS ENTRE A FAZENDINHA E O ESTÁDIO DO ATLETICO DE MADRID


Inúmeros foram os e-mails que recebi após a publicação do artigo A Fazendinha Poderia Ser o Alçapão Corinthiano, no Lancenet e também no meu blog pessoal esportivo (http://jdmorbidelli.zip.net); e um deles, especificamente, chamou-me muito a atenção. Na mensagem, um leitor que mora na Europa fez uma comparação entre o estádio Vicente Calderon - pertencente ao Atlético de Madrid - e o Parque São Jorge, virtualmente reformado e com capacidade ampliada.

Acontece que ambos apresentam uma característica em comum bastante interessante: localizam-se às margens de um rio – o Manzanares e o Tietê, respectivamente. A grande diferença, no entanto, está na engenharia que envolve as obras. Enquanto que em São Paulo, a Marginal Tietê é tratada como uma via intocável - como se fosse até tombada pelo patrimônio histórico -, em Madrid, um lado das arquibancadas do Vicente Calderon foi construído exatamente sobre a avenida, formando uma espécie de túnel para circulação de veículos e saída para os torcedores.

Numa cidade onde tanta coisa se copiou ao longo dos anos - só para citar alguns exemplos, o prédio do Banespa, no Centro, é uma réplica do Empire States; a recuperação de um rio de Seul (Coréia do Sul) tem sido usado como exemplo para o famigerado Tietê -, por que então não usar a mesma ideia dos madrilhenhos para ampliar a Fazendinha, em vez do Corinthians assumir o Pacaembu em regime de concessão ou maquinar projetos para novos e suntuosos estádios que nunca saem do papel?

Possibilidades há; o que talvez falte seja um pouco mais de vontade e bom senso por parte dos órgãos públicos e outros envolvidos. Certamente, com uma arena nos moldes do Vicente Calderon, qualquer corinthiano ficaria extremamente satisfeito, sem falar que a região se tornaria muito mais bonita e valorizada.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

JOGO ENTRE CORINTHIANS E FLAMENGO PODE DEFINIR O CAMPEÃO

O local segue indefinido, mas a data que pode definir o campeão brasileiro já está marcada: 29 de novembro. Uma vitória do Flamengo, aliada a um tropeço do São Paulo - que não joga mais no Morumbi esse ano - pode deixar os cariocas com uma mão na taça. Por isso também, o duelo entre Corinthians e Flamengo tem tudo para agradar os milhares de torcedores que certamente lotarão o estádio - seja o Pacaembu ou no interior paulista -, e outros tantos milhões espalhados pelo país que estarão grudados na telinha.

O destino também colocou frente a frente as duas equipes de maior torcida do país. E, ao que tudo indica, nenhum corinthiano ficará frustrado em caso de derrota; afinal, uma eventual conquista flamenguista colocaria um fim na hegemonia são-paulina dos três últimos anos e manteria o Palmeiras mais um ano na fila, que já perdura 15 anos.

É claro que os jogadores vão dizer que são profissionais e farão de tudo para vencer a partida, mesmo que isso venha favorecer os rivais. Mas, para quem não almeja mais nada na competição e já colecionou várias derrotas em casa ao longo do ano – Internacional, Goiás, Atlético Parananese, Cruzeiro, só para citar alguns - mais um tropecinho, do tipo 0x1, até que seria bem-vindo.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
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