Ao final do clássico paulista, disputado no último domingo no Pacaembu, o goleiro palmeirense achou que Felipe - que garantiu a vitória do Timão - estava de sacanagem quando pediu-lhe a camisa autografada. Sacanagem nada, foi admiração mesmo! Afinal, boleiro ou não, quem não gostaria de ganhar uma camisa do Marcão? Apesar de toda a sua vitoriosa trajetória ter sido construída no Palmeiras, ele é uma das poucas unanimidades no futebol - com seu jeitão simples, Marcos se tornou ídolo de todas as torcidas. Até os corinthianos, que por duas vezes seguidas tiveram o sonho da conquista da Libertadores adiado - em 1999 e 2000, Marcos foi o algoz do Timão na disputa de pênaltis -, renderam-se ao carisma e à simpatia do goleiro do rival. Dificilmente, quando as duas equipes se encontram, ouve-se das arquibancadas xingamentos dirigidos a ele - diferentemente do que comumente acontece com outros arqueiros adversários.
Aventurando-se ao ataque ou dando entrevistas, Marcos Roberto Silveira Reis é um show à parte; um exemplo a ser seguido, tanto dentro como fora de campo. Ao longo de seus 36 anos, o veterano é como um irmãozão mais velho, um irmãozão de todas as torcidas. É impossível qualquer corinthiano torcer pelo Palmeiras, mas absolutamente justo querer bem o seu goleiro. Parabéns, Marcão!
José Donizetti Morbidelli
Jornalista
jdmorbidelli@estadao.com.br
http://jdmorbidelli.zip.net
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