Embora muitos, nos quais eu também me incluo, defendam a atual fórmula de disputa do Paulistão - com semifinais e finais -, em termos de público a edição desse ano tem sido um verdadeiro fiasco. Com exceção à participação dos “chamados” grandes, os jogos envolvendo os times do interior tiveram os estádios praticamente vazios. Além disso, a Federação Paulista de Futebol parece ter perdido o controle da competição: é clube que muda de nome e endereço; partidas transferidas para outras praças, enfim... Só como exemplo, em todos os mandos de jogos do Rio Branco, apenas dois ou três foram disputados no Décio Vitta, em Americana. Resultado: o time está rebaixado. Bem feito! Sem falar ainda quando alguns times saem do interior para mandar jogos contra os grandes na capital paulista. Uma zona só!O Ituano tem que jogar em Itu; o Paulista, em Jundiaí; o Atlético Monte Azul - outro rebaixado - deveria ter jogado sempre em sua cidade, e assim por diante... Ou será que algum torcedor quis sair de Monte Azul Paulista para ver seu time jogar contra o Ituano em Ribeirão Preto? Com diz o “craque” Neto em seus comentários: “Vocês estão de brincadeira!”. Se cada um jogar na própria casa, ninguém pode falar em favorecimento. Só espero que o Santo André, provável finalista, dê bom exemplo aos demais e não tire a decisão do Bruno José Daniel.
Reeleito presidente da FPF - se bem que não havia nenhum outro candidato -, Marco Polo del Nero terá muito trabalho pela frente para tornar a competição mais atraente. Mas, se seu xará - o imperador Nero - pôs fogo em Roma, quem sabe ele também não possa “incendiar” o Paulistão - no bom sentido, é claro.
José Donizetti Morbidelli
Jornalista
jdmorbidelli@estadao.com.br
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