quarta-feira, 14 de abril de 2010

MORUMBI OU UMA NOVA ARENA: EIS O DILEMA

Como sempre faz questão de frisar o presidente Juvenal Juvêncio, o São Paulo é um time diferenteeeeee!!! E diferente também parece ser o seu estádio, pelo menos para os padrões exigidos pela Fifa, que tem se mostrado insatisfeita com os projetos de reforma apresentados visando à abertura da Copa do Mundo de 2014. Depois da informação divulgada pelo jornal O Estado de S.Paulo de que a entidade máxima do futebol teria descartado o Morumbi do Mundial, a própria Fifa tratou logo de negar, mas espera que as exigências sejam cumpridas. Por sua vez, o São Paulo diz que não mudará nem mesmo uma linha do novo projeto que será enviado para análise ainda essa semana.

Caso o Cícero Pompeu de Toledo seja mesmo reprovado, o que fazer para que a cidade mais populosa e próspera do país não deixe de participar da festa? No final de setembro do ano passado, eu publiquei um artigo intitulado Pacaembu: o Estádio mais Viável para a Copa do Mundo em São Paulo, e que se tornou alvo de muitas críticas - alguns elogios também, é verdade -, principalmente por parte de torcedores são-paulinos. Entretanto, talvez a reforma do Paulo Machado de Carvalho não passe de uma alternativa muito pouco viável, já que há grande resistência por parte de moradores do bairro, de órgãos de defesa do patrimônio histórico municipal - qualquer reforma previamente aprovada pelos conselhos não poderá trazer mudanças muito significativas à arquitetura do estádio -, e até mesmo da Prefeitura e do Governo do Estado que, segundo o próprio Estadão, mantém em sigilo um plano “B” - a construção de uma nova arena em Pirituba - caso o imbróglio envolvendo o Morumbi não seja resolvido.

Correndo por fora, quem pode tirar proveito dessa situação é o Corinthians, que também pretende apresentar um projeto - mais um!!! - de seu estádio até 1º de setembro, quando o time completa 100 anos. Aliás, não poderia haver momento mais oportuno para que esse projeto possa, enfim, sair do papel; em tempos de Copa do Mundo, não faltarão investidores. Quanto aos órgãos públicos municipais e estaduais, de repente pode até ser uma boa; afinal, terão poupado o “sagrado” dinheiro público e livrado a cara de uma enxurrada de críticas provenientes da imprensa e da própria sociedade. É aguardar para ver o desfecho dessa novela, que se arrasta a longos meses.

José Donizetti Morbidelli
Jornalista
jdmorbidelli@estadao.com.br
http://jdmorbidelli.zip.net

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